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quinta-feira, 9 de março de 2017

Novidades no ENEM 2017

ENEM 2017

Confira as mudanças:

Datas – A partir de agora, o Enem – que continuará sendo realizando em dois dias e no formato de provas impressas – passa a ser aplicado em dois domingos seguidos, e não mais em um único fim de semana.

Redação – Também atendendo a milhares de solicitações, a redação passa a ser realizada no primeiro domingo, juntamente com as provas de linguagem, código e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias, com duração de 5 horas e 30 minutos. No segundo domingo serão realizadas as provas de matemática e ciências da natureza e suas tecnologias, com 4 horas e 30 minutos de duração. 

Certificação – O Enem deixa de certificar o ensino médio, o que volta a ser feito pelo Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos (Encceja), que é o exame adequado para esse fim, em uma parceria com estados e municípios.

Essas e outras mudanças, apresentadas na coletiva, são parte do resultado do amplo debate promovido pelo MEC, que promoveu uma Consulta Pública por meio do Inep entre 18 de janeiro e 17 de fevereiro deste ano. O resultado da consulta orientou parte dos avanços no exame que passam a valer já nesta edição, a ser realizada nos dias 5 e 12 de novembro de 2017.

A portaria que regulamenta todas as mudanças será publicada em 24 de março. Até 10 de abril está prevista a publicação do Edital. As inscrições para o Enem 2017 serão de 8 a 19 de maio.

Segurança – Os participantes receberão cadernos de questões personalizados (identificado com seu nome e número de inscrição), juntamente com os cartões de resposta encartados na prova, com seu nome e número de inscrição. Até 2016, os participantes recebiam o cartão de resposta separado da prova e faziam a identificação com a cor de sua prova. A novidade dos cadernos personalizados reforça a segurança dos quatro cadernos diferentes e identificados por cores.

O Enem 2017 terá seu resultado divulgado em 19 de janeiro de 2018 e continuará oferecendo resultados por área de conhecimento, individual de cada participante e da base consolidada para uso nos programas governamentais Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Financiamento Estudantil (Fies) e Universidade para Todos (ProUni), entre outros. Mas não haverá mais resultado do Enem por escola. O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) do ensino médio passará a ser universal e não mais amostral para escolas públicas e privadas. Isso permitirá o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) por escola.

Atendimento – A aplicação em dois domingos soluciona a situação dos sabatistas, que acessavam o local de prova no mesmo horário dos demais, mas só começavam a responder as questões às 19h. Os participantes que guardam o sábado por questões religiosas, e representaram 76 mil inscrições em 2016, não ficarão mais submetidos ao confinamento de 5 horas. 

Outra mudança é em relação ao atendimento especializado. A solicitação de tempo adicional deverá ser feita no ato da inscrição e não mais na hora da prova. As pessoas com deficiência e que, por esse motivo, precisam de tempo extra, terão que inserir um documento comprobatório que motive a solicitação desse atendimento.

Isenção – O Ministério da Educação seguirá concedendo a gratuidade para concluintes do ensino médio de escolas públicas e pessoas contempladas pela Lei 12.799/2013, que dispõe sobre a isenção de pagamento de taxas para inscrição em processos seletivos de ingresso nos cursos das instituições federais de educação superior. Passam a ser beneficiados os cadastrados no CadUnico junto ao Ministério de Desenvolvimento Social e Reforma Agrária.

A comprovação, a partir do Enem 2017, será mais completa. O participante deverá informar, no ato da inscrição, seu número de Identificação Social (NIS). O sistema de inscrição permitirá busca automática. Em situação excepcional, o participante poderá declarar que atende às condições do decreto e da lei que permitem a gratuidade, mas se for verificado que a declaração é inverídica o candidato pode ser eliminado em qualquer etapa do processo. Até 2016, o benefício era concedido mediante autodeclaração e não havia nenhuma verificação da conformidade da informação.

Na edição de 2016, com 8.627.195 inscritos, 1,1 milhão deles (13%) sequer acessou o cartão de confirmação de inscrição. Além disso, 2,5 milhões (30%) faltaram ao exame. A partir de 2017, o participante que obtiver a isenção do pagamento da taxa de inscrição e não comparecer para a realização das provas perderá o benefício da gratuidade para o Enem 2018, caso queira usá-lo. A não ser que justifique ausência por meio de atestado médico ou documento oficial que comprove a impossibilidade de comparecimento. Não haverá mais justificativa por autodeclaração.

Em 2016, os pagantes representaram 23% (2 milhões) do total de inscritos e 77% dos inscritos não pagaram a taxa. Desses, 59% tiveram a carência deferida por comprovarem baixa renda e 18% por estudarem em escola pública.

Consulta – Disponível de 18 de janeiro a 17 de fevereiro, a consulta pública sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve 601.352 respostas.  A população foi consultada sobre três aspectos. A primeira pergunta questionava se a aplicação deveria manter o formato atual, em dois dias, ou ser realizada em apenas um dia, com uma prova de até 100 questões e redação, e 5 horas e 30 minutos de duração. Trinta e seis por cento dos respondentes votaram por prova em um dia, mas a maioria, 63,7%, preferiu a manutenção em dois dias.

A segunda pergunta complementava a anterior ao consultar a população se, caso o exame continuasse sendo aplicado em dois dias, quais deveriam ser essas opções. Quarenta e dois por cento votaram por provas em dois domingo seguidos, 34% por domingo e segunda-feira (que se tornaria um feriado escolar), e 23%, a minoria, votaram pela manutenção das provas no sábado e domingo de um mesmo fim de semana. A terceira questão buscou a opinião dos brasileiros sobre a aplicação do Enem por computador, mas 70% votaram contra.  Também foi dada ao participante a oportunidade de fazer sugestões para o aprimoramento do exame em um texto de, no máximo, 300 caracteres.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Tudo o que você precjsa saber sobre o ENEM 2017.


Até 2016, quem não estava matriculado em uma escola regular podia usar o Enem para obter o certificado do ensino médio.
Essa possibilidade deixa de existir a partir de 2017, quando o Ministério da Educação (MEC) começa a promover uma série de mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio. A primeira medida, já confirmada, é que o Enem não servirá mais para a certificação.
E agora? Como faz?
Antes que você se preocupe, saiba que nada muda para quem fez o Enem 2016 com esse objetivo e cumpriu os requisitos. A mudança só começa a vigorar em 2017, quando o MEC vai oferecer uma alternativa de exame para a obtenção do certificado.
Fique com a gente que vamos explicar tudo!
O Enem não serve mais para obter certificação do ensino médio
Pois é. Quem não estiver matriculado em uma escola regular, não vai mais poder fazer o Enem para obter o certificado do ensino médio. A regra começa a valer em 2017.
Fiz o Enem 2016. Vou poder pegar meu certificado de conclusão do Ensino Médio?
Sim, caso cumpra os requisitos descritos no edital. São eles:
• Marcar a opção de obter o certificado de conclusão do ensino médio com a nota do Enem ao se inscrever para o Exame.
• Selecionar uma instituição certificadora (entidade que vai emitir o certificado) no sistema de inscrição do Enem.
• Ter 18 anos ou mais na data de aplicação da primeira prova.
• Atingir a pontuação exigida: pelo menos 450 pontos em cada uma das quatro provas objetivas e 500 na redação
Quem deixou de cumprir qualquer um dos requisitos (exemplo: não alcançou a pontuação mínima em alguma das provas) não vai poder tirar o certificado com a nota do Enem 2016.
Vou poder obter o certificado do ensino médio fazendo alguma prova?
Sim! Quem quiser fazer uma prova para obter o certificado não vai ficar a ver navios.
O MEC anunciou que a partir de 2017 isso vai ser possível pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). O Encceja, que até agora era voltado somente para o ensino fundamental, vai ser ampliado para certificar também para o ensino médio.
Fique ligado nos comunicados do MEC para saber das datas e regras de participação. A primeira edição do Encceja deve ser aplicada no segundo semestre de 2017.
Todo mundo vai ser obrigado a fazer o Encceja para tirar o certificado do ensino médio?
Não. A participação é opcional e voltada a quem, por algum motivo, não concluiu os estudos no tempo previsto.
Portanto, se você estiver matriculado(a) em uma escola regular do ensino médio, pública ou privada, não precisa se preocupar com o Encceja. Caso passe em todas as matérias, ao fim do terceiro ano você receberá seu certificado automaticamente.
O certificado do ensino médio obtido pelo Encceja vale?
Tanto o certificado emitido por uma escola regular, como pelo Enem (para quem fez o Exame até 2016) e pelo Encceja (a partir de 2017) têm a mesma validade em todo o território nacional.  Veja, a seguir, tudo o que você poderá fazer com ele.
Para que serve o certificado de conclusão do ensino médio?
O certificado de conclusão do ensino médio atesta que aquela pessoa cumpre os requisitos necessários desse nível de escolaridade – tem as habilidades e conhecimentos exigidos nos três anos do ensino médio.
É um documento importantíssimo na vida acadêmica e profissional. Vale muito a pena cumprir essa etapa. Com ele, você pode:
• Concorrer a uma vaga de emprego que exija ensino médio completo.
• Prestar concurso público para cargos de nível médio.
• Entrar em cursos técnicos subsequentes – aqueles que exigem ensino médio completo.
• Entrar na faculdade!
Onde estudar depois de conseguir o certificado do ensino médio
A gente sabe que não é fácil voltar à sala de aula. Muita gente que abandonou os estudos acaba estagnado na carreira, pois as opções ficam mesmo mais restritas. É preciso ralar para se sustentar e sobra pouca grana para investir em educação.
Acontece que esse é um esforço que vale muito a pena. Ter um diploma de nível superior, no Brasil, significa ampliar as possibilidades de emprego, com cargos mais altos e, obviamente, salários melhores.
Há três tipos principais de curso superior. Certamente você vai encontrar aquele que atende às suas necessidades e planos de carreira:
Bacharelado: dura normalmente entre 4 e 5 anos e forma um profissional com visão ampla da área de conhecimento escolhida. Algumas profissões só podem ser exercidas por quem tem esse tipo de diploma. É o caso de Direito, Farmácia, Engenharia, Medicina e Fisioterapia, entre outras.
Licenciatura: dura 3 ou 4 anos, dependendo da área, e forma professores para o ensino fundamental, médio e profissionalizante. Há várias opções: Letras, Biologia, Geografia, História, Matemática, Pedagogia, Química, etc.
Tecnólogo: dura entre 2 e 3 anos e, apesar de o nome confundir um pouco, também é um curso de nível superior. A vantagem aqui, além do tempo mais curto de formação, é a alta empregabilidade. Os cursos superiores de tecnologia, como também são conhecidos, preparam o aluno para atuar em uma área específica. É uma graduação “mão na massa”, criada para atender à demanda do mercado de trabalho. Gestão de Recursos Humanos, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Logística, Gestão Financeira, Segurança do Trabalho e Construção de Edifícios são alguns exemplos.
Bolsas e financiamentos que ajudam a pagar a faculdade particular
A concorrência para entrar em universidades públicas é alta, mas existem opções para estudar em faculdades privadas de qualidade com a ajuda do Governo Federal.
A primeira delas é o Programa Universidade para Todos (ProUni), que distribui bolsas parciais e integrais a estudantes de baixa renda.
A segunda é o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), um crédito a juros baixos e prazo longo para pagar.
Nesses dois processos seletivos, é preciso ter feito o Enem.
Há ainda inúmeras iniciativas do setor privado que ajudam a bancar a faculdade: parcelamentos facilitados, descontos, crédito estudantil e bolsas por mérito são alguns exemplos.
E se você tem receio de enfrentar o vestibular, saiba que nas particulares o concurso é bem mais tranquilo. Na modalidade de vestibular agendado, por exemplo, muitas vezes a prova é apenas uma redação.
Independentemente da forma de ingresso que você escolher, é importante buscar uma faculdade reconhecida pelo MEC – isso garante que seu diploma de nível superior terá validade em todo o território nacional e será bem aceito no mercado de trabalho. 
Confira algumas instituições autorizadas pelo MEC a oferecer cursos superiores: